O programa Aquarismo, voltado especialmente aos apaixonados pela prática da montagem e manutenção de diferentes tipos de aquários, estreou sua segunda temporada na grade de programação do canal FishTV no dia 12 de março, com episódios todas as quartas-feiras, as 20h30 e com acesso exclusivo aos assinantes do site, www.FishTV.com, às 21 horas. A atração é comandada pelo arquiteto aquapaisagista André Luiz Longarço, que atua no ramo há mais de 10 anos e possui títulos nacionais e internacionais.

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Se antigamente era complicado encontrar informações sobre o tema, o programa Aquarismo chegou com o objetivo de ensinar o passo a passo para a montagem de diferentes tipos de aquários e as particularidades de cada espécie de peixe, para que não restem dúvidas e erros não sejam cometidos.
Além das dicas, o apresentador André Longarço visita aquários e museus oceanográficos do Brasil e de diversos locais do mundo, para que você fique por dentro dos bastidores, conservação e manutenção de aquários, das diferentes espécies de plantas e de peixes aconselhados para essa prática.
O programa Aquarismo é exibido todas as quartas-feiras, às 20h30, e também pode ser visto online a qualquer momento, logo após a exibição na TV, para quem é assinante do portal. Para os assinantes que perderam o primeiro episódio do programa, basta conferir em: Aquarismo – Ep. 1 – Aquário de plantas naturais para Acará-disco

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Olá, hoje iremos falar sobre os peixes bettas! Antes de iniciar a parte técnica quero contar minha experiência. Há anos atrás, meu irmão e eu tivemos vários bettas. Quando digo vários é porque morria um, comprávamos outro. Mas depois de várias mortes, desistimos! Como é de fácil manutenção foi nossa primeira opção ao adquirir um aquário. Fomos à loja, escolhemos uma betteira dupla, os enfeites e os peixes. Felizes da vida levamos os peixinhos pra casa! Algumas coisas foram acontecendo: teve um peixe que pulava muito, o resgatamos várias vezes estendido no chão! ; outro peixe pulava e batia a cabeça na tampa do aquário e acho que morreu de dano cerebral, se é que isso existe! ; sem saber, no inverno não usamos aquecedor e acho que morreram de frio; eu utilizava detergente para lavar as pedrinhas do aquário… entre outras coisas que não me lembro, porque isso realmente já faz muitos anos que aconteceu. Logo desistimos de ter um peixe de estimação. Na época a internet estava começando, então não tínhamos acesso fácil as informações. Fui aprender só agora que fui escrever este post. As pessoas que adquirem os bettas geralmente são leigos em aquariofilia, por isso aconselho que, se você quer ter um peixinho desses de estimação fique atento aos cuidados. Até mesmo porque muitas vezes quem os tem são crianças e dessa forma sua frustração de perder o peixe pode ser bem menor!

 

Sobre: Betta splendens, também conhecidos como “Bettas” são peixes de estimação mais populares do mundo. Conhecidos pela agressividade, o betta tem comportamento extremamente agressivo com peixes de sua espécie, o que lhe confere o apelido de “peixe de briga”. Eles não ocupam muito espaço, um aquário de pequenas dimensões é o suficiente. Devem viver isolados, pois possui comportamento extremamente territorial. De custo relativamente baixo para a manutenção e cuidados, é extremamente resistente e pode viver por até 5 anos, desde que seu dono tenha os cuidados adequados com sua alimentação e manutenção da água do aquário.

 

O aquário: Utilize aquários pequenos, próprios para o betta, comumente chamados de beteiras. Prefira os de vidro plano e com mais de 2 litros, pois além de ter mais espaço a água fica mais limpa por mais tempo. Seu habitat é sempre com pouca ou nenhuma movimentação na água, pouco oxigênio e sem obstáculos. Mantenha o aquário longe da luz direta do sol. Observação: Se o seu tanque for um sem tampa superior, preencha-o com cerca de 80% de sua capacidade para garantir que o peixe não salte para fora. Bettas são muito ativos e podem saltar mais de 3 centímetros quando motivados!

 

Prepare a água: Não precisam de filtros de água para ser oxigenada. Se for de torneira elimine o cloro deixando a água ‘parada’ por 24 horas ou então pingue algumas gotas de condicionador de água. Coloque a água só até metade do recipiente, o que facilita para que o beta complete seu ciclo de respiração e ainda evita que ele queira pular do aquário. A temperatura da água deve estar em torno de 26ºC a 29ºC com o pH 7.0/7.2 . Um aquário onde um bom condicionador de água é usado toda vez que se realiza uma troca parcial e toda vez que se repõe a água evaporada, garante uma segurança muito maior e uma vida muito mais longa e saudável para todos os habitantes do aquário. A água da torneira é imprópria para ser usada diretamente em um aquário, mas é a única que podemos confiar se a tratarmos tratada adequadamente. Água mineral, de chuva e de poços artesianos são muito arriscadas porque podem conter toxinas, metais pesados ou mesmo ser quimicamente inviáveis.

 

Coloque seu Betta Aquário: Lentamente, coloque o recipiente em que você recebeu o Betta no novo habitat para que a água nova e a velha possam se misturar, fazendo com que seja mais fácil para o seu peixe se adaptar. Desta forma, se a água do aquário for muito mais fria ou mais quente do que a água anterior, isso não vai colocar o peixe em estado de choque.

 

A alimentação: Se o peixe recusar o alimento no dia em que chegou, não se preocupe. Ele pode estar estressado e nestas condições não procura alimento. Deixe para o dia seguinte. A dieta dele deve consistir principalmente de pelotas específicas (pellets). Especialistas dizem que a quantidade de proteína nos pellets não deve ser menor do que 40%. Jogue de 3 a 4 floquinhos e observe a reação do peixe. Faça isso duas vezes ao dia. É importante nunca exagerar e nem deixar sobrar alimento, pois, como a beteira não possui filtro, a ração irá apodrecer e prejudicar a qualidade da água, o que pode provocar uma doença no animal. Quando seu peixe não comer tudo o que você jogou, retire com uma rede os restos de alimento o mais rápido possível. Observação: Pode ser que seu peixe leve algum tempo para se acostumar com o gosto de outra ração e então passe a pegar o alimento e cuspi-lo repetidamente. Não se preocupe. O betta é um peixe muito resistente e pode ficar muitos dias sem comer, o que não irá causar nenhum prejuízo para a sua saúde. Continue insistindo por mais uma semana ou pouco mais. Certamente ele irá se acostumar. Atenção: Não dê muita ração ao seu betta! Isto é muito importante, já que a superalimentação é a causa número um de mortes. Bettas vão continuar comendo enquanto você alimentá-los e vão comer até a morte. Além disso, a superalimentação pode causar o inchaço do seu peixe.

 

Manutenção e Limpeza do Aquário: Coloque o betta em um recipiente com a água velha durante a lavagem. Basta lavar o tanque com água quente e uma espoja limpa. O uso de alguns sabonetes irá prejudicar o seu betta. É preciso trocar a água da beteira uma vez por semana ou a cada 10 dias. Evite trocar toda a água do aquário. Tire cerca da metade da água da beteira e guarde para misturar com a água nova. Jogue fora o restante da água e lave bem o cascalho do fundo, eliminando todos os detritos. Encha o aquário até a metade, pingue algumas gotas de condicionador de água e aguarde cinco minutos. Certifique-se de que a temperatura da água nova não esteja muito diferente da água da beteira. Então jogue a água antiga e o peixe de volta ao aquário. Assim você evita choques de pH e de temperatura em seu peixe, aumentando a resistência dele a doenças e problemas futuros.

Temperatura: Preste atenção na temperatura do aquário toda vez que o clima variar muito em sua cidade. Temperaturas acima dos 30 graus e abaixo dos 22 graus são preocupantes. Variações maiores que dois graus num dia também. Mesmo assim, pode ser que você se depare com temperaturas baixas. Nesse caso, compre um pequeno aquecedor. Mas fique atento: se a temperatura subir demais, pode matar seu peixe. Você deve observar seu betta diariamente. Perda de apetite, manchas ou pintas na pele podem ser sinais de doenças.

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Já falamos sobre o killifish anteriormente aqui http://www.melhorpeixe.com/killifish.html, mas hoje vamos dar outras dicas sobre a espécie.

killifish

O nome é derivado do holandês palavra “Kilde”, que significa pequeno riacho, poça. Ele é um pequeno peixe que vive em poças d’água ou lagoas como as que se formam entre as dunas dos Lençóis Maranhenses. O casal de peixes enterra-se no substrato da poça e então ocorre a desova. Quando as águas secam, na estiagem, os peixes morrem, mas com as primeiras chuvas forma-se nova reserva de água e os ovos eclodem, recomeçando assim o ciclo de vida dessa espécie.

A maioria dos killies são peixes pequenos e medem cerca de 2 a 5 centímetros, com as maiores espécies de crescimento para pouco menos de 15 cm. Ao todo, são cerca de 1.270 espécies diferentes.

Muitos killifish são ricamente coloridos e maioria das espécies são fáceis de manter e reproduzir em aquário . Geralmente os killies são mantidos em pequenos aquários como os de 10 litros. Para reprodução, em particular, os aquários pequenos são preferíveis, pois além de permitir uma observação próxima dos peixes, aquários pequenos permitem separar pares ou trios das diferentes espécies.

Comportamento territorial: No aquário, o comportamento territorial é diferente para cada agrupamento e varia de acordo com os indivíduos. Em um grande aquário a maioria das espécies pode viver em grupos, enquanto há mais de três machos.

Dieta: Killifish alimentam principalmente de artrópodes aquáticos como insetos (mosquito),  larvas, aquáticos crustáceos e vermes. Algumas espécies de Orestias do Lago Titicaca são planctônicas filtradores. Outros como Cynolebias, Megalebias e Nothobranchius ocellatus são predadores e se alimentam principalmente de outros peixes. O Flagfish Americanos ( Jordanella floridae ) alimenta-se de algas e outros elementos vegetais, bem como invertebrados aquáticos.

Plantas e Iluminação: Aquários plantados são agradáveis de ver, e plantas auxiliam em no consumo de matéria orgânica produzida pelos peixes e, em determinado grau, na oxigenação da água. Entretanto, muitos criadores de killis evitam o uso de plantas nos tanques de criação ou, mesmo, de manutenção. Plantas podem tornar a coleta de ovos mais difícil. Além disso, peixes anuais podem desovar no substrato, o que pode ser indesejável. Um esquema comum é utilizar aquários limpos para reprodução e aquários plantados para manutenção. Como os killis se dão melhor em tanques com pouca iluminação, plantas que tolerem essa condição são preferíveis. Isso inclui as cryptocorynes, como a spiralis, musgo de java (Vesicularia dubyana) e Feto de Java (Microsorium pteropus). Espécies como os Aphyosemions vem de regatos em florestas que são protegidos de luz direta e preferem iluminação fraca. Em aquários mais iluminados as plantas podem fornecer sombreamento.

Aeração e Filtragem: Pequenos aquários, mais comuns para manter os killis, sujam mais rápido que os grandes. O volume relativamente pequeno de água acumula facilmente restos e detritos, gerando amônia e nitritos que são extremamente tóxicos para os peixes. Para isso são usados filtros movimentados a fluxo de ar que cria um bom ambiente para as bactérias aeróbicas nitrificantes que conseqüentemente decompõem a amônia e nitrito em nitrato. Para aquários pequenos, o mais popular são os filtros de caixa simples, contendo perlon ou filtros de esponja. Ambos fornecem uma ampla área para formação de bactérias e filtram partículas da água. Filtros de esponja tem a vantagem de não capturar filhotes. Em aquários maiores em que se utiliza substrato, filtros de fundo podem ser empregados. Se não tiver filtragem no aquário basta fazer trocas parciais d’água a cada 15 dias, trocando de 20 a 30% do volume do aquário.

Temperatura: A temperatura ideal da água, depende da espécie, mas para a maioria dos killis ela deve estar entre 22-26 °C. Aquecedores convencionais de aquários podem ser utilizados, mas em virtude de criadores sérios manterem diversos aquários, é comum que a sala inteira seja aquecida. Outra vantagem dessa alternativa é que as tampas de aquários não precisam acomodar fiação para os aquecedores. Muitos killis são grandes saltadores e pularão dos aquários e perderão a vida através dessas pequenas aberturas. É indispensável zelar para que as tampas dos aquários estejam bem ajustadas.

Condições da Água: É impossível generalizar as condições de água requeridas pelos killis. Alguns, tais como a cameronense provém de água mole e ácida, enquanto outros de águas mais duras e alcalinas e outros de águas salobras. Alguns killis precisam de condições particulares de água, outros tal como as espécies de Nothobranchius, toleram uma faixa de condições de água. Obviamente, nenhum peixe deve sofrer mudança brutas de alterações no pH, temperatura e na dureza.

 

PH: Manter em 6.5. A melhor forma de alterar o ph é filtrar a água através de asfagno. O asfagno é fervido e enxaguado e então colocado num filtro de caixa entre camadas de perlon. Após um dia ou dois a água estará âmbar e um tanto mais ácida. Para aumentar ph o melhor é incluir alguma forma de carbonato de cálcio no aquário, tal como areia ou cascalho calcários. O dióxido de carbono (CO2) produzido com o resíduo dos peixes dissolve na água para produzir ácido carbônico, que vai reagir com carbonato de cálcio, produzindo bicarbonato de cálcio solúvel. Este último fornece capacidade tampão, ajudando a estabilizar o ph da água.

Sempre é bom lembrar: os peixes não devem ser submetidos a alterações súbitas de ph. Assim como os peixes recém introduzidos devem ser aclimatados através de mistura gradual da água ‘velha’ em que se encontravam, com a nova água.

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peixes-no-aquario-lotadoNo início desse ano meu pai ganhou um aquário e ficou super animado com os peixinhos. Tinha uma pequena noção de como cuidar, mas não se atentou a todos os cuidados. Empolgado, saiu comprando mais peixes para o aquário. No final das contas espécies como o kinguio, acará bandeira, cascudo entre outros que não sei dizer quais, dividiam o mesmo espaço. Não sei dizer o tamanho correto do aquário, mas dava para ver que ele não tinha o tamanho suficiente para comportar todos os peixes. Resultado: a água parecia estar sempre suja, não vencia limpar. Os peixes começaram a adoecer e vários morreram. E de 9 restaram 4. Só depois de isso tudo acontecer que ele percebeu que além do aquário estar superlotado, as espécies eram muito grandes para o tamanho do local.

Por isso antes de montar o seu aquário ou sair comprando peixes fique atento as condições do seu aquário, se seu tamanho comporta as espécies que deseja, se as espécies que deseja convivem bem entre si e saiba sobre a agressividade do peixe – existem peixes que, mesmo pequenos, precisam de mais espaço.

Veja aquário abaixo:

foto

 
Por: Simone Yuri
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Nome Popular: Camarão Red Crystalred-cherry
Nome Científico
: Caridina Sp.
Tamanho Máximo: 3,5 cm
Temperatura ideal: 21 a 25º
Tolerância de pH: 6.5 a 7.5

Oficialmente apresentado no Japão em1996, o Red Crystal é uma variação de camarão proveniente do Crystal Black/Bee Shrimp (camarão abelha). Eles são exatamente a mesma espécie, a única diferença é a cor. Esta cor é alcançada com um extenso processo seletivo de reprodução. No aquário de Hisayasu Suzuki, um único camarão vermelho apareceu entre cerca de um milhão de camarões pretos – Bee Shrimp – de seu criatório.  Só depois de vários ciclos de reprodução seletiva é que Suzuki conseguiu obter realmente a espécie e assim apresentá-la ao mundo, batizando-o de Red Crystal. Desde então sua espécie tem sido melhorada, não só por Suzuki, como também por outros aquariofilistas criadores de camarões pelo mundo afora. Quanto mais e maiores as manchas brancas forem e quanto mais intensa for sua coloração avermelhada melhor é sua qualidade. Para manter a linhagem pura é necessário que se acasale apenas Red Crystal com outros Red Crystal.

Só é viável se forem importados em grande quantidade. De todas as espécies de camarões, os mais sensíveis são os Red Crystal. Isso acontece devido sua bagagem genética ser menor. Além do mais, eles não estão facilmente disponíveis pelos países afora.Transportes expressos, seguro e cuidados extras colaboram para que seu valor seja alto no mercado. Sem contar que vários morrem durante o caminho.

Parâmetros da Água
É de extrema importância que você tenha um aquário ciclado antes de colocar os camarões.

O ph da água deve ser levemente alcalino para neutro, não pode conter amônia e nem nitrito e, sua temperatura deve ser entre 22ºC a 25ºC.

Aquários de água muito ácida deixam as carapaças dos camarões menos brilhantes e chega a ser corrosiva, causando pequenas perfurações em toda sua extensão. Por isso, é melhor ter um ph mais baixo, pois são menos tóxicos.

Cuidado ao tentar alterar o ph de seu aquário. Isso pode acabar tendo um resultado fatal para seus camarões.

Trocas parciais de água (TPA): 30% semanalmente com água bem oxigenada, sem cloro e outras substâncias nocivas. Tente deixar o ph da nova água o mais próximo possível ao da água do aquário, se isso não for possível, vá colocando a água bem lentamente usando um pires de xícara.

Comportamento
Os Red Crystal são bem ativos. Se ficarem muito parados ou não se alimentarem como de costume, verifique imediatamente a água. Se notar que estão nadando para a superfície da água e logo em seguida ficarem totalmente sem movimento, soltos na correnteza da água, então seu aquário estará em estado de emergência. As trocas das carapaças dos camarões são regulares. Este é um processo onde eles trocam a casca antiga para poderem ficar maiores. Uma nova carapaça é formada pouco tempo depois. Portanto, se você encontrar uma casca vazia de camarão não se assuste. Esta antiga casca será ingerida pelos camarões e servirá como uma boa fonte de cálcio.

Alimentação
Um aquário plantado é melhor, pois sempre haverá algum tipo de alimento para ele. Além da ração apropriada, o Red Crystal alimenta-se de plantas em fase de definhamento. Não é recomendável o uso de qualquer tipo de química contra algas, parasitas ou outros para este aquário.

Se você usa injeção de CO2, tome cuidado para que não haja mudanças bruscas de ph nem que o mesmo fique muito ácido para acarretar problemas.

Por: Simone Yuri Doi
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